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domingo, 23 de outubro de 2011

Rede Mundial de Comunicação Infantil


Investigadores da UMinho criam rede mundial de comunicação infantilMundo, quinta-feira, 20-10-2011Investigadores do Instituto de Educação da UMinho criaram uma rede mundial de comunicação infantil, que inclui programas de rádio, formações, oficinas e intercâmbios. A Associação Civil Soy Niño visa a promoção dos direitos da infância e a valorização da cidadania, do ambiente e dos espaços públicos. Investigadores do Instituto de Educação da Universidade do Minho (UMinho) criaram uma rede mundial de comunicação infantil, que inclui programas de rádio, formações, oficinas e intercâmbios. A designada Associação Civil Soy Niño visa a promoção dos direitos da infância e a valorização da cidadania, do ambiente e dos espaços públicos. Esta organização não-governamental iniciou a actividade na Venezuela e tem participado em projectos e encontros no Canadá, Brasil, Grécia, Espanha, França, Itália, Holanda, Alemanha e Portugal."Procuramos formar as crianças e adolescentes como comunicadores activos, que compreendam o valor da palavra, a interacção social, a participação responsável. Damos oportunidade de experimentarem a sua capacidade criativa, a sensibilidade cidadã, a consciência ecológica e a destreza comunicativa, co-criando materiais educativos úteis a si mesmos, aos seus pares, à escola e à comunidade", afirma a fundadora Grécia Rodríguez. Esta jornalista está a realizar o doutoramento em Estudos da Criança na UMinho, em Braga, para fortalecer o trabalho desenvolvido na área da educomunicação, numa perspectiva da Sociologia da Infância. O mesmo curso é frequentado por Leonardo de Albuquerque, coordenador de Temas Urbanos e Ambientais da Soy Niño, que centra os estudos na filosofia eco-urbana para crianças. Nos próximos meses, os dois investigadores vão dinamizar formações em Ponte de Lima, Vila Verde e Braga. "Desejamos sensibilizar muitas crianças para não perderem a ligação da cidade com o campo, bem como o raciocínio sobre as origens, a fonte dos recursos que desfrutam e como a cidade pode ser cada dia mais sustentável", sublinha Leonardo de Albuquerque. A ligação da Soy Niño a Portugal começou em 2007, com apoio do Centro Cultural de Belém e da coreógrafa Madalena Vitorino, através das oficinas "Rádio Chiquita", que permitiram a crianças portuguesas conhecer o trabalho das crianças venezuelanas na rádio e estas, depois, seguiram o trabalho feito em Lisboa. Em 2009, o documentário "Morcegos", realizado pela Soy Niño e pela associação ambientalista ACOANA, ganhou o premio de melhor animação-diaporama do Festival de Conteúdos Digitais Challenges, na UMinho.Colaborações com a UNICEF e UNESCOA Soy Niño (http://www.soynino.com/) já venceu o Prémio Nacional de Jornalismo da Venezuela, acolheu formações da UNESCO, Rádio Mundial de Holanda, Rádio França Internacional e Deutsche Welle e estabeleceu parcerias com entidades como a UNICEF, American Field Service e MultiRio. O primeiro programa de rádio foi na Emissora Cultural de Caracas, em Julho de 1993. A primeira experiência de televisão foi em 1997 na Shaw Cable, no Canadá. Um sonho a médio prazo é criar a Soy Niñ@ Digital, uma rádio virtual onde as crianças de todo o mundo possam participar. Grecia Rodríguez considera que os principais órgãos de informação "transmitem muita violência e a ideia errada de que tudo está a acabar", mas ao abrir espaços de diálogo e participação responsável junto à infância sente que "haverá sempre esperança".Grecia Rodríguez Pinto fez a licenciatura em Comunicação Social na Universidade Católica Andrés Bello (Venezuela), pós-graduação em Estudos Internacionais ? ramo Direitos da Criança na Universidade do Chile (Chile) e o mestrado Erasmus Mundus/Euromime em Engenharia de Meios para a Comunicação nas universidades Técnica de Lisboa (Portugal), de Poitiers (França) e UNED Madrid (Espanha). Leonardo de Albuquerque fez a licenciatura em Agronomia na Universidade Federal do Ceará (Brasil), a pós-graduação em Desenho Urbano na Universidade Metropolitana (Venezuela) e uma especialização em Educação Ambiental pela Cátedra UNESCO de Educação Ambiental na UNED Madrid (Espanha).
contactos: Grecia Rodriguez e Leonardo de Albuquerque
Artigo retirado daqui

quinta-feira, 13 de maio de 2010

LITERACIA DA INFORMAÇÃO


O que é a Literacia de informação?

A literacia de informação é um conjunto de competências de aprendizagem e pensamento crítico necessárias para aceder, avaliar, e usar a informação de forma eficiente. Estudantes com elevada literacia de informação têm a capacidade não só de navegar por uma grande variedade de sistemas de pesquisa de informação, mas também avaliá-los e seleccioná-los. Compreendem como a informação está organizada, o que pode facilitar a sua forma de encontrar a informação.

O pensamento crítico e as competências analíticas também ajudam os alunos ao nível das capacidades cognitivas necessárias para a avaliação e utilização da informação em qualquer altura das suas vidas.

Aprender a aprender está no cerne da literacia de informação, o que em última análise incrementa o sentido da descoberta, o espírito inquisitivo e o gosto pela aprendizagem ao longo da vida.

Porque é que a literacia de informação é importante para mim e para os meus alunos?

Alunos com competências de informação estão melhor preparados para realizar pesquisas eficientes e eficazes, algo que terá consequências na produção de trabalhos e relatórios de maior qualidade.

A literacia de informação promove a integridade académica e a investigação.

Porque devo usar tempo das minhas aulas a falar sobre literacia de informação?

Reservar algum tempo das suas aulas para falar sobre literacia de informação será extremamente positivo, pois alertará os alunos para uma série de situações garantindo-lhes um nível básico de formação ao nível da localização, selecção e utilização da informação académica e científica.
Para além disso, os alunos vão beneficiar de uma formação base que lhes desmitificará as bibliotecas e os recursos de informação e que lhes fornecerá competências práticas e conhecimentos que poderão aplicar nos seus trabalhos. Este método poderá ajudar os seus alunos a gastarem mais tempo a analisar a informação do que à sua procura.

Como é que as minhas aulas podem beneficiar com a literacia de informação?

No cerne da literacia de informação está uma utilização inteligente da informação.
Através da formação em literacia de informação, os alunos:
•Ficarão mais autónomos nas pesquisas e na avaliação dos recursos de informação
•Desenvolverão a capacidade de desenvolver um pensamento crítico sobre a informação que encontram
•Desenvolverão trabalhos com maior grau de autoridade e incluindo recursos relevantes
•Familiarizar-se-ão com as questões éticas e legais que envolvem a informação
Através de uma formação eficiente em literacia de informação, o risco de plágio diminui e a confiança dos alunos nas suas capacidades de utilizar recursos de informação aumenta. Tal pode resultar em trabalhos de maior qualidade e numa participação mais activa nas aulas, assim como uma melhor integração entre os materiais das aulas e as várias fontes de informação.

retirado de:
http://www.b-on.pt/index.php?option=com_content&view=article&id=199&Itemid=19&lang=pt